
O pintor e escultor Rogério Ribeiro morreu segunda-feira, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a complicações cardíacas.
Natural de Estremoz, onde nasceu em 1930, Rogério Ribeiro encontrava-se internado, desde o fim-de-semana, no Hospital de Santa Maria, para ser operado ao coração, mas não resistiu a "complicações cardíacas", contou à Lusa um amigo, o pintor David Almeida.
Formado pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, Rogério Ribeiro era director, desde 1993, da Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea de Almada.
As suas obras estão representadas em Almada, Lisboa, Chile e Japão.
Do artista existem pinturas em azulejo no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, na estação dos comboios de Sete Rios, em Lisboa, na estação do metro de Santa Lucía, em Santiago do Chile, e no Arquivo Histórico Municipal de Usuqui, no Japão.
São da sua autoria as ilustrações do livro "Até Amanhã Camaradas", de Manuel Tiago, pseudónimo do antigo líder comunista Álvaro Cunhal.
Pintor e escultor, Rogério Ribeiro foi preso em 1958 pela PIDE (Polícia Internacional e Defesa do Estado) e viu-lhe negada autorização para exercer o cargo de assistente na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde estudou e veio mais tarde a dar aulas.
Participou no Movimento de Unidade Democrática (MUD) Juvenil e nas lutas estudantis de 1962. Em 1975, aderiu ao PCP, onde foi membro do Comité Central entre 1983 e 1992.
Fonte: SIC/Lusa