
O volume do piso dos quartos parte-se e rompe com o alinhamento dos inferiores,
situando-se este agora, em perpendicularidade com os outros, criando assim
uma protecção solar a poente nas salas, direccionando simultaneamente
as aberturas deste piso para o jardim, bem como para o jardim vizinho e nunca
para as empenas. Organizam-se 3 quartos, partilhando dois deles, o mesmo espaço
de vestir e todos eles com sanitrários independentes. Existe ainda
uma área aberta para a caixa de escadas que funciona como um pequeno
escritório.
Foi-se criterioso no desenho dos vãos de janelas. As aberturas devem
ter o maior afastamento possível em relação às
empenas, para uma maior privacidade quer em relação aos habitantes
da casa, quer em relação aos vizinhos. De tal modo que em algumas
empenas não se abrem sequer vãos.
O sistema construtivo resume-se a parede estrutural de betão e caixa
de isolamento térmico interior , assegurando legislação
existente sobre o ruído e o conforto térmico. O piso superior
é revestido a madeira prodema.
A abertura de vãos é feita segundo o critério anteriormente
descrito, usando-se caixilharia em aço inox, por vezes dissimulada/
protegida pela placagem de prodema.
As coberturas são planas, de laje de betão, tela de impermeabilização
e isolamento térmico.
As paredes interiores são rebocadas e pintadas de branco, à
excepção das instalações sanitárias e cozinha
que são revestidas até aos dois metros com material lavável,
provavelmente com mármore.
O pavimento interior é em soalho com caixa de ar, excepto nas instalações
sanitárias e cozinha, onde o material utilizado é lavável
(mármore).
Os pavimentos exteriores são em calçada portuguesa.
A memória descritiva vem comprovar a adequabilidade do projecto com
a política de ordenamento do território descrita no P.D.M.,
bem como todas as normas legais em vigor.
Cortesia: Arquitectura.pt
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